terça-feira, 7 de abril de 2009

O Bonito País dos Calamares

Pois meus caríssimos leitores, estais vos habituados por mim a uma escrita algo cuidada e, diria mesmo, caligrafada por linhas aureais. Preparai-vos! Esta dissertação, embora erradamente interpretável como um despejo de ódio e de repúdio, não passa do alinhamento das palavras proferidas pela razão e pela lógica. Aviso-vos ainda que me podem escapar ditos menos próprios, eventuais atentados ás várias susceptibilidades. 
Comecemos então.
A mim parece-me que, de todas as discriminações sociais, poucas são dignas de um Homem, - homem com H grande -, pois as outras apenas o rebaixam e o tornam num homem, - menino disfarçado -. Afirmo então que, das raras que se erguem acima das considerações mundanas, a segregação do "espanhol" - não me refiro á língua, mas antes á raça -  se destaca enquanto protagonista. Merece de mim a maior admiração a quem a pratica, e a maior das dúvidas quanto à sua inteligencia quem profere, com tom jocoso, - embora nunca irónico -, a expressão "nuestros hermanos".
Que nojo que me mete saber que, segundo o cógito de alguém, eu, enquanto português, partilho, metaforicamente, o sangue com uma pessoa que acha piada a misturar ovos mexidos com batata.
Se existem pseudo-padrões para segregações irracionais pelas terras habitadas, a teoria da inferioridade do hispânico ibérico é, consequentemente, de longe, a mais bem preparada para os que, inutilmente se-lhe opõem:
. o "espanhol" com menos de 12 anos tem sempre voz de gaja - conclui-se portanto que o macho espanhol é um mito, uma vez que carece de testosterona, manifestando muito tardiamente a, chamada, voz de cana-rachada;
. a "espanhol" femea não está descansada enquanto não se mergulhar em, pelo menos, 3 quilogramas de maquilhagem por dia - conclui-se assim que se trata de um povo com pouco auto-estima, atitude concordante com a ausência de qualidade - em qualquer campo da actividade 'humana' - que nele reside;
. o "espanhol", atingindo uma idade mais avançada, é extremamente ruidoso - testemunhei isso em hoteis em que já estive instalado onde, das minhas obeservações, conclui que de um "espanhol" deve se afastar outros "espanhóis" e jogos de mesa, pois trata-se de uma mistura, no mínimo, explosiva. É portanto um povo com fraca consciência ambiental, já que contribui grandemente para a poluição sonora;
. o "espanhol" é um indivíduo que profere palavras que, quando conjugadas em frases resultam no mais inestético dos sons - é portanto um povo estúpido - sem mais nem menos, sim!;
. o "espanhol" rejeita toda e qualquer língua estrangeira - É BURRO PA CARALHO!! - quem, no seu perfeito juizo chama à marca de bebida alcoólica Johnny Walker, Juanito Caminante... é triste;

Deixo então ao critério de cada um o devido tratamento a este paneleiros que nos empurraram para o mar.
Cá para mim, nada menos que processos de interação humana que envolvam fogo, paus, ferro ferrugento e lâminas.

Com isto vos deixo


segunda-feira, 23 de março de 2009

The Bohemian Council

O Cão que é manco mas que corre rápido como o caraças!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Novo Acordo Ortográfico Portugues

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Chunçulho.jpg#file

Com isto vos deixo

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Do Pardal para Vos - Devaneios Cacofobicos I: o Homem Rural

Saudacoes! Daqui escreve-vos o vosso Pardal. Da ultima vez despedimo-nos de apressada forma, devido a uma urgencia metabolica que se me ocorreu numa infeliz hora. Aqui estou, de volta entao, pronto a levar-vos a essa Nova Verdade. Como vos prometi, meus carissimos leitores, irei de seguida prosseguir a um meticoloso estudo das Cacofobias multiplas, as quais me dedico invariavelmente pelos Domingos de Missa. O meu topico do dia prender-se-a com o Homem Rural e seu medonho aspecto. Tentarei proceder a uma explicacao de natureza genetica, que apesar de se poder vir a revelar demasiado complexa para nao-catedraticos, encontrara utilidade dum nivel cientifico algo superior ao basico na mente dos leigos, pois e a esses que me dirijo. Contudo, meus caros, e a Verdade que espalho com a minha goela, e na Verdade nao existem sumarias explicacoes. Levarei o tempo que for necessario para A contar.
Pois comecemos. Ja notastes com certeza como o aspecto do individuo nativo de zona rural se distingue. Para todos os efeitos, um simples olhar identifica, na maioria dos casos, o Homem Rural. Mas nao esquecamos os outros sentidos. O olfacto e a audicao por si podem elaborar grande parte deste processo de identificacao. Que obscuras razoes poderao causar tal facto? Para facilitar o processo de entendimento, elaborei uma lista das caracteristicas principais de um hipotetico individuo do campo:
1-Verruga(s)
2-Mono-sobrancelhas
3-Formacao capilar auricolar
4-Joanete(s) proeminente(s)
5-Intenso odor a enchido
6-Unhas porcalhonas
7-Um bigode/pseudo-bigode
8-Peuga branca
As causas geneticas para tais e tao comuns elementos eram, ate ha pouco tempo, desconhecidas. Contudo, a minha pessoa, no seu infeliz exilio nestes Istates, centro do conhecimento Ocidental, teve acesso aos estudos de tal materia realizados pelo M-Haiti. Pois sabei, meus caros, que estes elementos fisicos estao directamente relacionados com a pratica da agricultura. Parece obvio, nao parece?
Tomai a verruga como exemplo. Que uso dara o praticante da agricultura a verruga? Parece-se com um simples apendice, nao? Pois sabei que uma unha cagada ve na verruga uma util companheira. Por outras palavras, existe uma relacao de simbiose entre a unha e a verruga. O lixo acumulado na incansavel unha dum agricultor sera pois armazenado em volta da formacao verruncula, dado que esta possui um revestimento viscoso - o chamado 'viscus verrunculum' (ou, em ingles, 'moule viscus'). Um simples chicotear de mao e - heis o problema resolvido! Unha limpa!
Com certeza vos perguntais - entao, mas oh Pardalissimo, nao dizieis voz que uma outra caracteristica deste individuo era ter as unhas porcalhonas? E eu responder-vos-ei com outra pergunta: ja notasteis vos que o ruralissimo de unha porca nao possui qualquer verruga na pele exposta? E triste mas e verdade. No mundo agricola nao ha honra se a nascenca se descobre que a verruga (que invariavelmente surge neste individuo) esta colocada num lugar de dificil acesso. Um agricultor de unha suja e, meus amigos, como diriam os meus companheiros americanos, um 'aute-saider'. Pensai pois na infelicidade desses nao raros agricultores de unha suja. Olhai-os nos olhos. Tende pena. E considerai-vos sortudos por nao passarem tal miseria. Como diz o proverbio rural: 'Verruga na fronha, unha de sonho. Verruga sovaca, unha com caca'
Passemos entao aos pontos seguintes, estes de mais acessivel explicacao - o pelo no ouvido, o joanete afiado e a mono-sobrancelha (ou 'iuniaibrau'). O ouvido peludo, sabei que e fruto de uma adaptacao genetica que se destina a enxotar insectos ou pos indesejaveis (notai que existem poucos casos de doenca auditiva nestes individuos - tudo se deve a esse invulgar pelo). O joanete, por seu lado, serve igualmente uma funcao muito util a quem trabalha no campo. Imaginai-vos ceifando o trigo por uma tarde inteira de escaldante sol. O joanete permite que o corpo desenvolva maior extensao dermica, aumentando a area de transpiracao. Ao mesmo tempo, serve para que os pes dum trabalhador cansado se encaixem na terra num balanco perfeito que coloca o individuo numa posicao de repouso. Como uma peca de lego! Surpreendente, nao achais, meus caros? A sobrancelha unica, por seu lado, tem a funcao de impedir o suor da testa de descer pelo nariz, enquanto simultaneamente serve de bone! Nao ha sol que atravesse tao basta e grossa formacao! Mais uma vez, o proverbio fala por si: 'Tens pelo no grelo? Mau para a sesta. Quem te dera te-lo no meio da testa!'
O intenso odor a enchido de que todos acordamos ter conhecimento sempre foi uma incognita. Ainda hoje existem varias  discordantes teorias em volta de tal topico. Pessoalmente, sou apologista da teoria do Dr. Pingu, que admite que tal odor se deve a um suposto detergente da roupa derivado do liquido proveniente da chourica expremida. Em verdade, ja em varias ocasioes foram avistados estes individuos a praticar tal acto, ao qual se denomina, nas ciencias Cacofobicas, de 'squiizechorize'. Contudo, a Verdade e ainda turva.
A questao do bigode motivou intensos e pormenorizados estudos no mundo academico. Tentarei reproduzi-los de forma sucinta aqui. A diferenca entre nos e estes individuos nao se prende com o crescimento de pelo sobre a face. Nao. A diferenca esta no facto de que eles deixam cresce-lo. Mas porque? Obviamente concluimos que tudo se deve, mais uma vez, a uma situacao de funcionalidade. Para o homem, o bigode serve para armazenar petiscos, sejam estes amendoins, graos de arroz, ervilhas, enfim, toda uma panoplia de alimentos que podem ser ingeridos facilmente em qualquer lugar. Para alem disso, o bigode permite ao homem rural limpar os activos dedos apos um cocar, um assoar, um limpar de testa, ou ate mesmo numa situacao de utilizacao das maos para urinar. Que outra escolha tendes num universo sem torneiras? No caso da mulher o bigode desempenha outra funcao. Ao cozinhar, a mulher rural serve-se constantemente do seu apurado olfacto. Assim, o pelo no labio superior ira reter os cheiros mais facilmente, possibilitando um cozinhado mais refinado. Mais uma vez o proverbio: 'Nao crescas um bigode e veras! Vais de recto ao Satanas!'
 Chegamos finalmente, meus carissimos companheiros e escolasticos, a famosa questao da peuga branca. Este e um misterio que tem tantos anos como os que tem a propria peuga de cor branca. E ao contarario do odor a chourico, que ja provocou o aparecimento de varias teorias, a meia branca nunca teve a mesma sorte. E, de facto, um segredo bem guardado. Se segredo e, de facto. Sempre que ponho a vista em cima daquela indiscreta peca de vestuario, as engrenagens desta minha mioleira empenham-se sem descanso, mas sem fruto. Gostaria que, como meus camaradas, me dessem sugestoes acerca deste 'canunedrum'. No entanto, falar-vos-ei da minha recente teoria. Pois parece-me a mim que a meia branca e nada mais nada menos que uma questao de moda. Ris-vos? Pois sabei que me parece a mim que estas criaturas assimilaram tal conceito - de ingles 'fachone'. Uma fachone ainda rudimentar, mas digna de estudo. Assim como nos, na nossa danca diaria, usamos a indumentaria para seduzir, tambem estes nossos caros se esforcam para atrair femeas para as suas casas de pedra e colmo, onde terao, com sorte (e meia branca) uma noite de intercambio 'Adame-an-Ive-style'. A peuga branca e, em tais locais, um verdadeiro 'iman sexual'. No final de contas, ha-que admitir que so um tal adereco poderia desviar a atencao de todos os repulsivos pelos, verrugas, joanetes, herpes, quispos 'naique' e cheiros fetidos! Afinal, ja diz o proverbio rural: 'Usa meia branca, carago!'
Despeco-me mais uma vez com desejos de que seguirao para os vossos espacos de estudo reflectindo nas minhas palavras. Nao vos esqueceis: cautela, que o Cavaco e monarca! Aquele sotaque e claramente tirado do primo, o Duque de Braganca. Fiquei bem camaradas. O Cunhal vira!

Dos EUA, contra o Capital,
AVANTE!
O Pardal 

Os nosso agradecimentos

Da forma que se nos chega, tão somente pelas suas palavras, Pardal, o eminentíssimo catedrático d'além mar, presenteia-nos com as suas sábias gotas de discernimento que, desde já, são causadoras de uma mais que expressiva gratidão da parte dos que, ao se esbarrarem com esse majestoso e sólido muro do cimento da verdade, se ajoelham perante a iluminação que esta nos trás. São os ditos de um homem que, no seu pé-ante-pé da intervenção social, se torna um imperativo para o destapar da boca, dos olhos e dos ouvidos daqueles cercados pelas masmorras ainda não imóveis do pesado punho do cifrão. Aos cegos, que se lhes surja a tinta; aos surdos, que se lhes erga o assobio; e aos mudos, que se lhes edifique o berro que, na turbulência dos lobos quais cordeiros, dos dilúvios de impressões, intenções e pretensões, apenas lhes serão mostrados por este profeta que, tão bravamente, se alevanta da plebe, dirigindo-se à ágora pisando os degraus das cruzes - sejam elas as que bem vos prezar considerar - deixando toda e qualquer escadaria para trás, entrando no planalto da igualdade em que entre o Homem e o Sol apenas existe o sol, numa relação de equidistância incontornável.

Num lance de puro reformismo crónico, eu e Pardal - esse nome da luta social - destronamos quaisquer monarquias ou anarquias, quaisquer pseudo-controlos e quaisquer pseudo-liberdades, procuramos a verdade e, meus caros leitores, se nos despejamos nestas ondas nunca físicas mas antes intangíveis da rede partilhada 1  pelo que é nosso dever a perseguição destes que arquitectam o caminho verde dos Jorges Vachingtons, dos Tomáses Jefersãos e dos Abraões Lincos como a subida á luz.

Muito obrigado Pardal,
Com isto vos deixo 

1. internet

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Bohemian Council


The Bohemian Council

Energia Nuclear - Made in Coimbra


O Blog que vai destronar os horóscopos

Ora bom, meus amigos, de nome José Bronze, venho-vos trazer um universo de uma seriedade tal que apenas se encontra tangível aos que, na sua mera vivência, encontram abertura de espírito para uma panóplia de metáforas aos aspectos que, nos entenderes da minha pessoa e do meu amigo Pardal (figura reconhecida na esfera da emigração), serão de uma relevância extrema para a formação pessoal de qualquer um.

Com isto vos deixo.