Da forma que se nos chega, tão somente pelas suas palavras, Pardal, o eminentíssimo catedrático d'além mar, presenteia-nos com as suas sábias gotas de discernimento que, desde já, são causadoras de uma mais que expressiva gratidão da parte dos que, ao se esbarrarem com esse majestoso e sólido muro do cimento da verdade, se ajoelham perante a iluminação que esta nos trás. São os ditos de um homem que, no seu pé-ante-pé da intervenção social, se torna um imperativo para o destapar da boca, dos olhos e dos ouvidos daqueles cercados pelas masmorras ainda não imóveis do pesado punho do cifrão. Aos cegos, que se lhes surja a tinta; aos surdos, que se lhes erga o assobio; e aos mudos, que se lhes edifique o berro que, na turbulência dos lobos quais cordeiros, dos dilúvios de impressões, intenções e pretensões, apenas lhes serão mostrados por este profeta que, tão bravamente, se alevanta da plebe, dirigindo-se à ágora pisando os degraus das cruzes - sejam elas as que bem vos prezar considerar - deixando toda e qualquer escadaria para trás, entrando no planalto da igualdade em que entre o Homem e o Sol apenas existe o sol, numa relação de equidistância incontornável.
Num lance de puro reformismo crónico, eu e Pardal - esse nome da luta social - destronamos quaisquer monarquias ou anarquias, quaisquer pseudo-controlos e quaisquer pseudo-liberdades, procuramos a verdade e, meus caros leitores, se nos despejamos nestas ondas nunca físicas mas antes intangíveis da rede partilhada 1 pelo que é nosso dever a perseguição destes que arquitectam o caminho verde dos Jorges Vachingtons, dos Tomáses Jefersãos e dos Abraões Lincos como a subida á luz.
Muito obrigado Pardal,
Com isto vos deixo
1. internet
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